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octubre 1st, 2015Artículos, Número 3admin 0 Comments
Do po ao po

Do pó ao pó
Tradução intersemiótica e universos ficcionais em Fahrenheit 451

Eduardo Silva

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Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, no qual integra o Grupo de Pesquisa em Análise de Teleficção (a-tevê). Membro da rede de pesquisadores Obitel-Brasil, núcleo brasileiro do Observatório Iberoamericano de Ficção Televisiva.Idealizador da Oficina de Roteiro para Plataformas Multimídia. Estuda a criação de universos ficcionais no audiovisual. Atualmente, com apoio do CNPq, investiga o mundo construído no seriado televisivo Breaking Bad.

Resumo

O presente trabalho averigua as convergências e disparidades entre o livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, e o filme homônimo de François Truffaut. O seu objetivo central é perceber como cada uma das obras constrói uma distopia baseada na mesma premissa: a experiência de uma sociedade futurista na qual os bombeiros existem não para apagar incêndios, mas para incendiar livros. É analisado o modo como cada uma dessas narrativas constrói seus personagens, sua ambientação e sua trama, e é levado em conta que o meio narrativo de cada um dos autores – literatura e cinema – possui linguagens específicas, com demandas e limites que lhes são próprios. O artigo defende que, embora haja inequívoca relação entre os dois – Truffaut baseia-se na obra de Bradbury –, livro e filme edificam universos ficcionais distintos, sobretudo no que tange a ambientação.

Palavras-chave
Mundos ficcionais, distopias, tradução intersemiótica, Fahrenheit 451.

Abstract

The presente work ascertains the convergences and disparities between the book Fahrenheit 451, by Ray Bradbury, and the homonymous film by François Truffaut. Its main goal is to perceive how each of these works constructs a dystopia based on the same premise: the experience of a futuristic society in which the firefighters exist not to extinguish fires, but to burn books. We analyze how each of these narratives build their characters, their setting and their plot, and we take into account that the narrative media of each of the authors – literature and cinema – possess specific languages, with particular demands and limits. The article defends that, though there is an unequivocal relationship between the two of them – Truffaut’s film is based on Bradbury’s work –, book and film build distinct fictional worlds, especially in regard to the setting.

Keywords

Fictional worlds, dystopias, intersemiotic translation, Fahrenheit 451.