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junio 10th, 2018Número 5, Sin categoríaadmin 0 Comments
Utopia e antiutopia no cinema brasileiro: Dilemas e perspectivas sobre a ditadura empresarial-militar em “O Desafio” (1965) e “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984)

Utopia e antiutopia no cinema brasileiro: Dilemas e perspectivas sobre a ditadura empresarial-militar em “O Desafío” (1965) e “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984)

Rodrigo Ribeiro Paziani

Samuel Fernando da Silva Junior

Yuri Araujo Carvalho

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Rodrigo Ribeiro Paziani

Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista, UNESP (Franca, São Paulo, Brasil). Docente dos Programas de Graduação e Pós-Graduação de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Marechal Candido Rondon (Paraná, Brasil).

Samuel Fernando da Silva Junior

Membro pesquisador do Grupo de Pesquisa “História e Poder” (UNIOESTE). Mestrando em História do Programa de Pós-Graduação de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Marechal Candido Rondon (Paraná, Brasil).

Yuri Araujo Carvalho

Membro pesquisador do Grupo de Pesquisa “História e Poder” (UNIOESTE). Bolsista CAPES. Mestrando em História do Programa de Pós-Graduação de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Marechal Candido Rondon (Paraná, Brasil). Membro pesquisador do Grupo de Pesquisa “História e Poder” (UNIOESTE). Bolsista CAPES.

Resumo

O artigo tem por objetivo principal analisar as visões de mundo acerca do golpe e da ditadura no Brasil (1964-1985), a partir de duas obras cinematográficas produzidas em contextos extremos de inflexão histórica: O Desafio, de Paulo César Saraceni (1965) e Nunca Fomos Tão Felizes, de Murillo Salles (1984). Duas películas que revelam, por abordagens distintas, um conjunto de contradições e crises históricas no país marcado pela expansão e desenvolvimento do capitalismo e de apogeu da repressão e censura do Estado. Neste texto, iremos abordar parte significativa destas questões através de dois personagens: Marcelo (O Desafio) e Gabriel (Nunca Fomos Tão Felizes). Por meio deles, e das relações que tecem com Ada (amante de Marcelo) e Beto (pai de Gabriel), pretendemos escrutinar duas visões distintas de sociedade: uma utópica e coletiva, a outra antiutópica e individual. Para a abordagem teórico-metodológica do tema faremos uso de autores como Lukács e Benjamin.

Palavras-chave
Cinema; golpe e ditadura; utopia e antiutopia; individual; coletivo.

Abstract

The objective of this article is to analyze worldviews about the coup and dictatorship in Brazil (1964-1985) from two films produced in extreme contexts of historical inflection: O Desafio by Paulo César Saraceni (1965) and Nunca Fomos Tão Felizes, by Murillo Salles (1984). It reveals, through different approaches, a set of contradictions and historical crises in the country marked by the expansion and development of capitalism and the apogee of repression and censorship by the State. In this text, we will address a significant part of these issues through two characters: Marcelo (O Desafio) and Gabriel (Nunca Fomos Tão Felizes). Through them, and their relationships with Ada (Marcelo’s lover) and Beto (Gabriel’s father), we intend to scrutinize two distinct visions of society: one utopian and collective, the other antiutopian and individual. For the theoretical-methodological approach of this theme we will use authors such as Lukács and Benjamin.

Keywords
Movie; coup and dictatorship; utopia and antiutopia; collective; individual.